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Poeta,
minha entrega absoluta. Escrever nas folhas nuas, tanto quanto a alma e
o íntimo,pontilhando nas entrelinhas, tantas formas dedicadas, como
letras delicadas esbaldando sentimentos... Como sobras da infância, os sinais da timidez, e o primeiro poema escrito aos 9 anos, quando tudo parecia bem mais confuso, tanto quanto mais difícil de encontrar compreensão...Da adolescência, a irreverência, de dizer tudo, sem medir conseqüências, e aquela sensação gostosa de uma constante procura pelas coisas novas, pelas aventuras, por tudo que deixa na boca o gosto insinuante do proibido e o olhar perdido numa nova geração... Enfim, a maturidade, e forma-se a identidade, que nunca é tão mutante quanto na plena idade. |
Ande nada passa aquém do entendimento, onde nada fica além das coisas lógicas e onde o sonho, assume a proporção exata da realização momentânea e inexplicada, de ser razão e ao mesmo tempo, nada.Vivo, a cada dia que desperto, nesta corda bamba, nesta roda gigante, sem parque de diversão. Como quem joga, com a própria interna medida. E o meu referencial de vida, nada mais é que amanhecer Poeta...E assim acordo, todas as manhãs, assistindo e aprendendo, a cada lastro de tempo que me mostra toda hora, que a minha existência é nas letras... |
